quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pensamentos e Reflexões


A Verdadeira Oportunidade

"A vida é feita de oportunidades". Atire a primeira pedra quem nunca se identificou com essa frase clichê, mas tão verdadeira. Oportunidade é o que move todos os dias de nossa vida.
Será que a oportunidade é algo que cai do céu? Algo que vem pelo seu merecimento? Jogada de sorte?
Fernando Pessoa diz que muitos julgam a oportunidade como um presente ou um favor do destino.
Enfim, são muitas as formas de conceber a oportunidade!
Mas, como ela se configura na realidade? Ela é um presente do destino ou uma situação bem trabalhada?
“Tem uma historinha que diz que um vendedor foi enviado para uma cidade, para vender sapatos, chegando lá ele se desesperou e ligou para seu chefe: - Olha, aqui será muito difícil vender sapatos, pois as pessoas estão acostumadas a andar descalças. O chefe o mandou de volta para sua cidade. Na sequência um outro vendedor apareceu  naquela cidade e enlouquecido ligou para seu chefe e disse: - Vamos enriquecer, pois nesta cidade ninguém tem sapatos! “
A verdadeira oportunidade é você quem faz!  
Para alguns o “copo é meio cheio”, para outros o mesmo copo é, “meio vazio”.
Isso aponta também as diferenças do ser humano, mas não precisamos ter a síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim”, você pode buscar recursos que ampliem e transponham dificuldades que podem se tornar grandes obstáculos na sua vida.


 Não perca a chance de criar oportunidades!!!!!


Roberta Marin Passos
Psicóloga – Lien Clínica e Assessoria

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cinema e Psicanálise


FILME: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET



Hugo  (EUA , 2011 – 126 minutos)
Direção:  Martin Scorsese
Roteiro: John Logan, Brian Selznick (livro)
Elenco:  Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloë Moretz, Sacha Baron Cohen, Helen McCrory, Christopher Lee, Michael Stuhlbarg, Emily Mortimer, Jude Law, Richard Griffiths, Frances de la Tour, Ray Winstone

Sinopse e detalhes


Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um menino de 12 anos que vive escondido em uma estação de trem na Paris dos anos 30, onde cuida da manutenção de gigantescos relógios, função anteriormente exercida por seu tio desaparecido (Ray Winstone). À noite, usando peças de brinquedos que ele furta de uma loja da estação, o menino tenta consertar um autômato, única lembrança que herdou do pai, para desvendar um enigma. Seus planos, porém, correm perigo quando ele é descoberto pelo dono da loja e pela curiosa Isabelle (Chloë Grace Moretz).

Comentários:

O filme a primeira vista se apresenta como destinado ao público infantil, porém, à medida que a trama vai se desenrolando, vemos questionamentos preciosos que dizem respeito a todos nós. O filme diz tratar do mesmo material com quem são feitos os sonhos, ou seja: conflitos, desejos, pulsões, contradições, elaboração, narrativa, simbolização, imagens etc.
Neste sentido, uma questão importante que aparece é a das relações entre pais e filhos e o sentido das heranças enquanto legados simbólicos. Assim, vemos Hugo tentando insistentemente consertar um boneco autômato, sonho do seu pai falecido. E como se a cada peça que encontra, fosse construindo ele próprio um sentido para viver, apesar da sua solidão.
O guarda da estação vasculha incessantemente rastros de crianças que estejam sós para prendê-las e entregá-las à polícia que as levará ao orfanato. Notamos o defeito na perna, o que lhe provoca grande sofrimento e descobrimos que todo esse esforço tem como objetivo entender a criança órfã que ele próprio foi. O amor propicia o deslocamento desta tarefa dolorosa, fazendo com que decida se envolver afetivamente com uma florista.
Aos poucos, o sentido da vida como um legado a ser ofertado ganha força também na história do cineasta que abandona sua profissão após anos de sucesso, e se torna dono de uma loja de brinquedos. Aqui, o diretor faz uma referência sensível à importância da imaginação, da fantasia e do desejo como propulsores da vida, quando, através da fala do ex-cineasta explica que as pessoas após a grande guerra perderam o interesse pelas histórias, pelo cinema e pela fantasia porque “eles haviam visto realidade demais” (referindo-se aos horrores da guerra). Assim, mais do que consertar brinquedos, capturar meninos órfãos na estação de trem e recriar o autômato, cada um dos personagens precisará relembrar sua história, compreendê-la e inventar um novo sentido, novos sonhos.

Liliana Emparan
Psicanalista e Psicopedagoga do LIEN Clínica e Assessoria

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Infância e Educação

A linguagem e a Educação Infantil


Escolher a escola de Educação Infantil, creche e/ou berçário para as crianças não é uma tarefa fácil: seja pelo fato de ter de confiar seu filho aos cuidados de outros, seja por não ter certeza se ele receberá estímulos adequados e importantes para seu desenvolvimento.
Nesse período inicial da vida da criança são relevantes todos os aspectos de sua formação; então, todo e qualquer contato pode significar passos importantes para o seu desenvolvimento físico, cognitivo, psíquico e motor. É a partir das experiências vividas nesta época que já se começa a firmar o autocontrole e a segurança interna, que devem ser estimulados tanto pela família, quanto pelos profissionais que lidam com ela.
Já que nos dias atuais muitas vezes a única alternativa é deixar os filhos na escola em tempo integral, vale direcionar o olhar para o desenvolvimento diferenciado que essas instituições podem proporcionar às crianças, seja em termos de capacitação dos profissionais, seja em termos de adequação das atividades programadas as suas necessidades e interesses. Além disso, é preciso considerar que as crianças, transpondo o limiar da família, convivem com outras de sua idade e descobrem, a sua maneira, um novo centro social e intelectual. A socialização desenvolve nas crianças a independência, a confiança em si, a adaptabilidade e o rendimento intelectual; vantagens essas que favorecem o seu desenvolvimento global.  
Nesse processo, a linguagem é tanto ponto de apoio como finalidade. Na faixa etária em que se enquadram estas crianças, o concreto está muito presente, sendo muito cedo para compreenderem o abstrato. Assim, são necessárias intervenções com dedicada atenção, dando-lhes explicações condizentes com sua idade, ajudando-as a significar a linguagem. A avidez própria da faixa etária em explorar, experimentar, colecionar e perguntar deve ser estimulada e ser utilizada em benefício próprio da aquisição e manejo da linguagem.
Nesse sentido, falar com as crianças desde pequenas é imprescindível para que seu desenvolvimento de linguagem ocorra. A quantidade, o modo e o conteúdo do que é falado irão afetar diretamente na qualidade de sua compreensão e expressividade.

Elisângela Bassi
Fonoaudióloga do Lien Clínica e Assessoria

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pensamentos e Reflexões

HOJE

“Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver” ( Dalai Lama)

Na verdade nos esquecemos do HOJE.
Ficamos presos ao passado ou idealizando o futuro.
Mas, é no HOJE que de fato as coisas ocorrerão.
É no HOJE, que serão vividas as lembranças que um dia farão parte do passado.
É no HOJE que plantaremos as sementes do que será o futuro.

Portanto, viva o HOJE!
Deixe as melhores lembranças para seu passado!
Ame, Acredite, Viva e essas serão as melhores sementes para seu futuro!


Roberta Marin Passos
Psicóloga
Lien Clínica e Assessoria